Interação Medicamentosa na população brasileira

De acordo com a Anvisa, uma interação medicamentosa é uma resposta farmacológica ou clínica à administração de uma combinação de medicamentos, diferente dos efeitos de dois princípios ativos dados individualmente.

Essa interação pode acarretar efeitos adversos, ou os efeitos terapêuticos dos fármacos associados podem ser alterados, com consequências graves para a saúde do paciente desde dores pelo corpo, sangramentos e até problemas cardíacos, podendo, no extremo, ser fatal.

Entenda o impacto do envelhecimento da população brasileira no consumo de medicamentos

A velocidade do envelhecimento da população brasileira é mais acelerada que a apresentada historicamente pelos países europeus. Segundo o IBGE, em 2008, os idosos representavam 9,8% da população, de forma que, caso as projeções se confirmem, no ano de 2050, eles representarão 30% dos brasileiros, tornando o Brasil um dos países com o maior número de idosos do mundo.

A OMS alerta para várias implicações que as transformações demográficas provocam na saúde pública de um país, como, por exemplo, o aumento no número de indivíduos com doenças crônicas. Com o crescimento dos grupos de risco, tais como hipertensos, diabéticos e depressivos, tem-se associado um maior consumo de medicamentos, necessitando uma maior atenção de profissionais da saúde, em especial, os farmacêuticos.

Entre os riscos em se consumir muitos medicamentos estão o agravamento da doença, a dependência da medicação e as interações medicamentosas.

Em 2016, o Sinitox/Fiocruz registrou aproximadamente 15 mil casos de intoxicação por uso de medicamentos. Embora, não tenha sido possível especificar quais, sabe-se que uma parte deles ocorreram por interação medicamentosa. Estes casos estão associados principalmente ao uso terapêutico errado, prescrições incorretas e por automedicação.

Veja o que descobrimos sobre os riscos associados aos medicamentos consumidos

Em um estudo realizado pela IntMed em parceria com a CucoHealth foram coletados dados de 2829 indivíduos, onde os pacientes incluíam as informações sobre os medicamentos utilizados. Observou-se a frequência da presença e da classificação das interações medicamentosas entre os princípios ativos administrados de acordo com a plataforma Interage da IntMed, que auxilia os farmacêuticos na identificação de potenciais interações medicamentosas.

De uma amostra de 2829 indivíduos, 39,55% apresentaram pelo menos uma interação medicamentosa. Dos que apresentaram, foi feita uma associação entre a quantidade de princípios ativos consumidos e a ocorrência de interação medicamentosa.

Relação entre o número de medicamentos consumidos e a ocorrência de interação medicamentosa

Foram observadas 2418 interações entre os medicamentos administrados, onde 32,05% foram graves, 60,59% moderadas e 7,36% leves. As interações medicamentosas ocorreram entre dois, três, quatro, cinco e seis ou mais princípios ativos, sendo que a maioria delas ocorreu com a administração de seis ou mais princípios.

Porcentagem de Interações Medicamentosas por severidade

Os resultados demonstraram uma quantidade significativa de interações na medicação utilizada pela população brasileira. Os principais medicamentos que apresentaram interações estão relacionados à hipertensão, depressão e diabetes. Também identificou-se uma relação não linear na frequência das interações com o aumento na quantidade de medicamentos. Para seis e oito medicamentos administrados, observou-se 82% e 100% de frequência de interações, respectivamente.

Saiba como é possível melhorar o cuidado com as interações medicamentosas

Nesse cenário de envelhecimento da população e aumento do consumo de medicamentos, os farmacêuticos desempenham um papel protagonista no cuidado ao uso indevido da medicação e atenção à saúde dos pacientes.

Portanto, é preciso que os farmacêuticos tenham experiência e suporte na identificação das potenciais interações medicamentosas às quais seus pacientes estão sujeitos, uma vez que, não é possível distinguir facilmente quem irá ou não experimentar uma interação medicamentosa.

Em nosso próximo post, falaremos um pouco mais sobre quais as alternativas existentes para que pacientes e farmacêuticos possam ter uma maior eficácia no cuidado com o consumo de medicamentos.

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